01 O lock gate
Achar problemas depois de já ter aprovado
A SINAI já detectava anomalias. O problema era quando. Os dados só valiam depois de aprovados e trancados atrás do que o time chama de lock gate, a trava que congela o que já foi aprovado. E a detecção só olhava pros dados do lado de lá dessa trava, com um limite fixo que ninguém conseguia ajustar.
Ou seja: as pessoas descobriam que algo estava errado depois de já ter aprovado. Era um problema crônico, meio como um alarme de incêndio que só toca quando os bombeiros já foram embora. Anomalia é o tipo de coisa que você quer pegar antes de aprovar, justamente pra não ter que consertar depois.
A ideia toda numa imagem: a detecção foi pra esquerda da trava, enquanto os dados ainda estão em revisão.
02 Regras que são suas
Limites nas mãos de quem conhece os dados
Com a detecção antes da trava, deu pra repensar o que conta como anomalia, e quem decide isso. O limite fixo abriu espaço pra configurações que os próprios usuários controlam.
Emissões acima ou abaixo de uma porcentagem que você escolhe, por mês ou por ano.
± %Número de registros acima ou abaixo do esperado pro período.
± qtd.Registros duplicados que compartilham fonte, datas, dados de atividade ou fornecedor.
NovoUma severidade pra cada regra, e a opção de exigir um motivo antes de descartar.
Você decide

03 É só pedir
Anomalias personalizadas, escritas com palavras simples
E aí a gente colocou um temperinho a mais. Algumas anomalias são específicas demais pra um slider. Então agora o usuário pode escrever um prompt descrevendo o que parece suspeito pra ele, definir período e severidade, e um agente sai procurando exatamente isso nos dados.
“Se o número de registros criados neste mês for 0, sinalize.” Uma regra que qualquer pessoa do time consegue escrever, sem chamar um engenheiro.


04 Do hackathon aos clientes
Três dias, três pessoas, uma semana até produção
A funcionalidade inteira foi construída em três dias num hackathon da empresa, por um trio: um engenheiro, um QA e eu. Foi celebrada como o projeto mais “pronto pra produção” do evento, o que eu ainda prefiro encarar como um elogio ao nosso QA.
Depois de uma única semana de refinamento, já estava no ar pros clientes, em produção.
Da ideia a uma funcionalidade funcionando, com design, engenharia e QA lado a lado o tempo todo.
Da demo do hackathon aos clientes em produção. A maioria dos projetos de hackathon se aposenta com educação. Esse aqui arrumou emprego.









